IX Jornada Internacional de História da Arquitetura reúne comunidade científica internacional entre o Porto e a Mealhada
A IX Jornada Internacional de História da Arquitetura, dedicada ao tema “Arquitetura e Paisagem Cultural”, decorreu entre os dias 16 e 18 de abril de 2026, afirmando-se como um importante fórum internacional de reflexão crítica sobre a relação entre território, património e práticas arquitetónicas. Organizada pela Rede Internacional de História da Arquitetura, liderada pelo CITCEM / FLUP, a iniciativa reuniu investigadores, docentes e estudantes provenientes de diversas instituições europeias e latino-americanas.
Um programa científico estruturado em torno da paisagem cultural O encontro teve início na Casa dos Livros, no Porto, com uma sessão de abertura que contou com a participação de representantes institucionais e científicos, entre os quais Paula Pinto (Diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), Fernanda Ribeiro (Vice-Coordenadora Científica do CITCEM) e Alfredo Buccaro (Professor Catedrático da Università degli Studi di Napoli Federico II). A conferência inaugural foi proferida por Juan M. Monterroso Montero (Professor Catedrático da Universidade de Santiago de Compostela), centrada na construção da memória e da paisagem cultural em Compostela, estabelecendo o enquadramento conceptual para os trabalhos subsequentes. Ao longo de dois dias, o programa científico desenvolveu-se em cinco linhas temáticas:
Construção da paisagem cultural
Arquiteturas vernáculas e técnicas tradicionais
Cidades, jardins e espaços públicos
Arquiteturas religiosas e paisagem da memória
Conservação e interpretação da paisagem cultural
As comunicações abordaram uma ampla diversidade geográfica e cronológica — da Amazónia ao Mediterrâneo, da Idade Moderna à contemporaneidade — refletindo a complexidade dos processos de transformação territorial e cultural.
Dimensão cultural e interdisciplinar Para além das sessões científicas, a Jornada integrou um conjunto significativo de atividades culturais que reforçaram a dimensão experiencial do encontro. Destacam-se:
A prova de vinhos promovida pela Quinta de Azevedo, propriedade com origens medievais documentadas pelo menos desde o século XII, cuja tradição vitivinícola constitui um testemunho relevante da construção histórica da paisagem cultural do noroeste português;
A inauguração da exposição “A Arte dos Jardins na Europa e em Portugal: uma seleção da Biblioteca Vasco Graça Moura”, na Casa dos Livros, com curadoria de Mário Barroca, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e diretor da Casa dos Livros;
A visita comentada ao Jardim Botânico do Porto, orientada por Paulo Farinha Marques (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto).
Estas iniciativas contribuíram para uma leitura ampliada da paisagem cultural enquanto realidade simultaneamente material, sensorial e simbólica.
Abertura ao território: a Mealhada e o Bussaco O terceiro dia da Jornada decorreu na Mealhada, no dia 18 de abril, no âmbito da celebração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, reforçando a articulação entre investigação científica, território e valorização patrimonial. Esta opção permitiu dar particular visibilidade à Mata Nacional do Bussaco enquanto paisagem cultural de elevada relevância, atualmente integrada em processos de valorização e reconhecimento patrimonial à escala internacional, incluindo o seu processo de candidatura a Património Mundial da UNESCO. No Cineteatro Messias, a conferência plenária de Alfredo Buccaro, dedicada à imagem urbana de Nápoles entre os séculos XVIII e XIX, antecedeu a mesa-redonda internacional “A Memória e o Futuro: O Desafio das Paisagens Culturais”, que reuniu académicos, decisores e representantes institucionais. A sessão de encerramento contou com a participação de diversas entidades — entre as quais António Jorge Franco (Presidente da Câmara Municipal da Mealhada), António Baeta (em representação do Presidente do Turismo de Portugal), Alexandre de Almeida (Presidente do Grupo Alexandre de Almeida) e Juan Manuel Monterroso Montero — sublinhando a relevância do diálogo entre conhecimento científico e políticas públicas. O programa culminou com a visita à Mata Nacional do Bussaco e ao Palace Hotel do Bussaco, com acolhimento do Presidente do Grupo Alexandre de Almeida, proporcionando uma experiência direta de um dos mais significativos exemplos de paisagem cultural em Portugal.
Um encontro entre memória, investigação e futuro A IX Jornada Internacional de História da Arquitetura consolidou-se como um espaço de articulação entre investigação, ensino e prática, promovendo uma abordagem integrada da paisagem cultural enquanto campo interdisciplinar. O evento reforça o papel da comunidade científica na construção de modelos críticos e ambientalmente responsáveis para a compreensão e transformação do território contemporâneo. A próxima edição decorrerá na Universidade de Santiago de Compostela, instituição parceira da rede Internacional de História da Arquitetura.
Rede Internacional de História da Arquitetura promove ciclo formativo sobre paisagem urbana na UFRPE
Realizou-se entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (Brasil), o ciclo de conferências formativas “Construção e Transformação da Paisagem Urbana”, dirigido a estudantes de pós-graduação em História, no âmbito de uma colaboração académica internacional promovida pela Rede Internacional de História da Arquitetura. A iniciativa reuniu investigadores de instituições portuguesas, brasileiras e espanholas, propondo uma abordagem crítica e interdisciplinar às dinâmicas de construção, transformação e interpretação da paisagem urbana, com especial incidência nos contextos português e brasileiro, e referências complementares ao caso espanhol. Partindo da análise de exemplos emblemáticos — com destaque para as cidades do Porto e do Recife — o ciclo explorou, com base em diversas fontes documentais, a forma como as cidades foram sendo moldadas por diferentes formas de habitar, discursos de modernidade e políticas de classificação patrimonial, promovendo uma leitura integrada entre território, arquitetura e memória. O programa articulou exposições teóricas, exercícios de análise aplicada e uma aula de campo, constituindo um espaço de cruzamento de saberes e aprofundamento metodológico. As sessões decorreram ao longo de cinco dias, estruturadas em módulos temáticos. No dia 2 de junho, dedicado à “Identidade e diacronia”, intervieram Juan Manuel Monterroso Montero, com uma análise do caso de Santiago de Compostela, Manuel Joaquim Moreira da Rocha, que abordou as transformações urbanas do Porto desde a cidade amuralhada até à sua classificação patrimonial, e Bruno Aguiar, com enfoque no caso de Recife. No dia 3 de junho, sob o tema “Geografia, Território e Contexto histórico: os agentes”, Sofia Nunes Vechina apresentou uma reflexão sobre classificações patrimoniais, cartas UNESCO e sustentabilidade, seguida das intervenções de Erysson de Oliveira e de uma sessão conjunta dedicada a estudos de caso urbanos. O dia 4 de junho foi dedicado à circulação de formas e linguagens arquitetónicas, abordando a tratadística, o progresso e a modernidade, com destaque para o urbanismo no Brasil Império e para a análise da Rua das Flores, no Porto, enquanto exemplo de continuidade e transformação na cidade construída. No dia 5 de junho, o módulo “Formas de (e para) Habitar” promoveu uma reflexão transversal sobre o espaço doméstico, do palácio ao mocambo, explorando diferentes representações e realidades habitacionais. O ciclo encerrou no dia 6 de junho com uma aula de campo na cidade do Recife, orientada por Bruno Aguiar, permitindo a aplicação direta dos conteúdos teóricos ao território urbano. Este ciclo formativo constituiu uma oportunidade relevante para o aprofundamento crítico das metodologias de análise da paisagem urbana, promovendo o diálogo entre diferentes tradições académicas e reforçando os laços de cooperação científica internacional, ao mesmo tempo que incentivou a reflexão sobre os legados urbanos herdados e os desafios contemporâneos na construção das cidades do futuro.
VIII Jornada Internacional de História da Arquitetura dedicada ao “Desenho da Arquitetura”
Realizou-se entre os dias 15 e 18 de novembro de 2023 a VIII Jornada Internacional de História da Arquitetura, subordinada ao tema “O Desenho da Arquitetura”, reunindo investigadores nacionais e internacionais em torno de uma reflexão crítica sobre o papel do desenho enquanto instrumento fundamental de conceção, representação e interpretação arquitetónica. A iniciativa foi coordenada por Manuel Joaquim Moreira da Rocha (FLUP/CITCEM) e organizada conjuntamente pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, através do CITCEM, pela Universidade de Santiago de Compostela (IACOBUS, GI-1907) e pela Università di Napoli Federico II (CIRICE). Esta edição destacou-se pela forte adesão internacional, com 53 propostas de comunicação provenientes de nove países — Portugal, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Índia, Israel, Itália e República Checa — representando 24 instituições académicas e de investigação. Após avaliação científica, foram selecionadas 32 comunicações, às quais se juntaram três keynote speakers, num total de cerca de 11 horas de apresentação de resultados de investigação e 10 horas de debate entre pares. Pela primeira vez, a Jornada integrou uma call for papers internacional, reforçando a sua projeção e consolidando a rede de investigação em História da Arquitetura. A Comissão Organizadora foi composta por Manuel Joaquim Moreira da Rocha, Juan Manuel Monterroso Montero e Sofia Nunes Vechina, contando ainda com o apoio de estudantes da Licenciatura em História da Arte da FLUP no secretariado, o que reforçou a dimensão pedagógica do evento. A sessão de abertura decorreu no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, presidida por Paula Pinto, com intervenções institucionais das entidades organizadoras. O programa científico estruturou-se em torno de diversas linhas temáticas, incluindo Desenhos, riscos, maquetes e projetos; Autores, tratados e modelos; Esboços e diários de arquitetos; e Desenho da paisagem urbana e iconografia urbana. As conferências principais estiveram a cargo de María del Pilar García Cuetos, Francisco Ollero Lobato e Alfredo Buccaro. Durante o encontro foi ainda apresentado o volume “História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: formas de (e para) habitar”, por Luís Urbano. A Jornada integrou igualmente momentos de convívio científico e formação avançada, incluindo visitas de estudo especializadas orientadas por Domingos Tavares e Luís Urbano. O evento registou uma participação significativa, com um total de 128 participantes, entre investigadores e estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento nas áreas da História da Arte, Património e Cultura Visual. Os participantes manifestaram elevado grau de satisfação, destacando a qualidade científica, a diversidade de abordagens e a dimensão internacional alcançada. Todo o material de divulgação e apoio foi disponibilizado no site oficial do projeto, História da Arquitetura Weebly, que registou 1698 visualizações durante o período do evento. Para além da componente académica, a Jornada funcionou como espaço estratégico de articulação internacional, contribuindo para o reforço da Rede Internacional de História da Arquitetura, sediada no CITCEM/FLUP, através de reuniões com investigadores como Francisco Ollero Lobato, Júlio Navarro Palazón, María del Pilar García Cuetos e Maria de Lurdes Craveiro, permitindo o estabelecimento de novas parcerias e o alargamento da cooperação científica internacional no domínio da História da Arquitetura.
Exposições virtuais | Rua das Flores | Google Arts & Culture
No passado dia 28 de abril 2022 foram apresentadas, na Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Porto, três Exposições Virtuais dedicadas à “Rua das Flores”, concebidas por alunos de 3º ciclo, curso de Estudos do Património, do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da faculdade de Letras da Universidade do Porto, no âmbito das comemorações dos 500 anos da Rua das Flores, promovidas pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Centro de Investigação Cultura, Espaço e Memória.
Inaugurou no passado dia 11 de novembro, no MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto, a exposição "500 anos da Rua das Flores - Passagem e Permanência", com coordenação científica da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A exposição 500 anos. Rua das Flores: Passagem e Permanência, pretende oferecer aos visitantes uma narrativa sobre os 500 anos de uma das principais artérias da cidade do Porto. A abertura desta Rua, em 1521, constituiu, na estrutura da cidade medieval, um sinal de modernidade ao ligar dois importantes núcleos dentro de muralhas: o Mosteiro de São Bento de Avé Maria, de religiosas beneditinas, e o Convento de São Domingos, de dominicanos. Ligava, também, o tráfego da zona ribeirinha da cidade com a porta de Carros, aberta na muralha, a norte. Nos séculos seguintes instalaram-se na rua as elites da cidade. Escolhida para sede da Santa Casa da Misericórdia e de outras instituições como o Hospital de Rocamador, aqui residiram algumas das principais famílias da burguesia portuense. Associada ao negócio do ouro, a Rua das Flores teve sempre um perfil comercial, com lojas de panos e retrós, livrarias, alfaiatarias e até uma das primeiras casas fotográficas do Porto. Enquanto cenário burguês, a Rua das Flores foi retratada pelos escritores românticos, como Camilo Castelo Branco ou Lady Jackson, que aqui passou em 1874, descrevendo o seu bulício. O crime, ocorrido em 1890, nos números 72-76, proporcionou elementos literários adicionais àquele cenário. Por outro lado, vários foram os filhos e descendentes de negociantes da Rua das Flores que se destacaram nas letras e nas artes, deixando uma marca expressiva na cultura nacional e internacional. Hoje, em 2021, a Rua das Flores assume-se, novamente, como um dos principais lugares de trânsito do Porto, numa cidade em perpétua mudança e com novos desafios colocados à sua ocupação e fruição. E, embora findos os grandes negócios do ouro, a Rua continua a ser um mostruário de comércio e de gentes, como foi até ao século XIX. Assim, através de um percurso que une a Rua ao MMIPO, num diálogo sempre presente entre objetos, edifícios e indivíduos, pretende mostrar-se uma imagem desta artéria com 500 anos, enquanto lugar de criação, destruição, recriação, passagem e permanência. A sessão inaugural contou com a presença do Provedor António Tavares e da Diretora da Faculdade de Letras Fernanda Ribeiro.
Colóquio Internacional | A Rua na Estrutura Urbana | 11 a 13 de Novembro 2021
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2021 | Lançamento do documentário Rua das Flores. Uma rua do Porto com 500 anos: narrativas, vivências e formas | 20 de Abril 2021
Lançamento do livro História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas | 24 de Abril 2019
O livro de História da Arquitectura. Perspectivas Temáticas, coordenado pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha e publicado pelo Centro de Investigação «Cultura, Espaço e Memória» (CITCEM/FLUP), apresenta cinco linhas temáticas, com a colaboração dos seguintes investigadores:
ARQUITETURA CIVIL 1. António José de Oliveira _ A Casa da Câmara e o Paço do Concelho de Guimarães (séculos XVII e XVIII). 2. Augusto Cardoso _ A Escadaria de Aparato no Palácio Portuense do Século XVIII. 3. Maria Amélia da Silva Paiva _ A Casa Nobre no Concelho de Ponte de Lima: estruturas, vivências e estratégicas de afirmação. 4. Nuno Ferreira; Manuel Joaquim Moreira da Rocha _ Trajetos da Arquitetura Civil na Cidade do Porto do Século XIX à Primeira Metade do Século XX. 5. Silvana Vieira de Sousa _ O Solar dos Bertiandos: uma casa nobre limiana.
ARQUITETURA RELIGIOSA 6. Manuel Joaquim Moreira da Rocha _ Arquiteturas Ideais para Espaços Sacros (estudo do projecto de Carlos Gimac para a igreja e coro do Mosteiro de Arouca). 7. Sofia Nunes Vechina _ Caracterização Tipológica das Fachadas das Igrejas Paroquiais da Antiga Comarca Eclesiástica da Feira (séculos XVII-XX).
ARQUITETURA MILITAR 8. Augusto Moutinho Borges _ Reais Hospitais Militares em Portugal: arquitectura, património e arte. 9. Margarida Tavares da Conceição _ A Fortificação no Contexto da Cultura Arquitetónica Portuguesa entre os Séculos XVI e XVIII: uma leitura geral.
CIDADES E EQUIPAMENTOS 10. José César Vasconcelos Quintão _ Fachada-Frontispício versus Fachada-Aparência. 11. María Victoria Álvarez Rodríguez _ Reflexiones sobre la Vivienda Burguesa en la Barcelona de 1900 a través de los Programas Decorativos de sus Fachadas. 12. Diogo Emanuel Pacheco Teixeira _ Equipamentos de Abastecimento de Água na Cidade do Porto: alguns exemplos de mananciais, fontes e chafarizes. 13. Gustavo Duarte Vasconcelos _ Modos de Habitar uma Vila Balnear. 14. Lília Paula Teixeira Ribeiro _ Equipamentos da Cidade Moderna dos Almadas. 15. Liliana Andrade de Matos e Castilho _ A habitação Urbana na Época Moderna - modos de habitar. A cidade de Viseu como estudo de caso. PRODUTORES E CLIENTELAS 16. Susana Matos Abreu _ «Arquitecto, do Ofício de Mestre das Obras». A introdução do título de arquiteto em Portugal: ambiguidades de uma questão em aberto - Parte I.
VII Jornada Internacional de História da Arquitetura | 2018 A fachada como argumento e ornato urbano
6ª Jornada de História da Arquitetura | 2017 Mosteiros e Conventos. Formas de (e para) habitar.
Realizou-se nos dias 18, 19 e 20 de maio do corrente ano a 6ª Jornada de História da Arquitetura, com coordenação do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha e organização conjunta da Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” e da Universidade de Santiago de Compostela. Este ano teve como tema Mosteiros e Conventos. Formas de (e para) habitar. Enquanto a edição anterior teve uma componente pedagógica e prática mais forte, aliada à necessidade de preparar os alunos de História da Arte para o universo de trabalho científico, este ano era imperativo que embora mantendo a colaboração de alguns alunos de doutoramento e de Mestres e Doutores em História da Arte, se avança-se com um painel de investigadores criteriosamente selecionados, nas áreas de História da Arte e Arquitetura, que permitissem lançar linhas de reflexão sobre a importância da História da Arte, as práticas pedagógicas e científicas, referente ao tema dos Mosteiros e Conventos. Para tal contou com uma Comissão Científica na qual participaram ativamente investigadores nacionais e internacionais, tanto da área de História da Arte como de Arquitetura: 1. Professora Doutora Ana E. Goy Diz (Universidade de Santiago de Compostela) 2. Professora Doutora Begoña Fernández Rodríguez (Universidade de Santiago de Compostela) 3. Professor Doutor Enrique Fernández Castiñeiras (Universidade de Santiago de Compostela) 4. Professor Doutor José César Vasconcelos Quintão (Universidade do Porto) 5. Professor Doutor, Catedrático, José M. Garcia Iglesias (Universidade de Santiago de Compostela) 6. Professor Doutor Juan Manuel Monterroso Montero (Universidade de Santiago de Compostela) 7. Professora Doutora, Catedrática, Lúcia Maria Cardoso Rosas (Universidade do Porto) 8. Professor Doutor Luís Alberto Marques Alves (Universidade do Porto) 9. Professora Doutora M. Carmen Folgar de la Calle (Universidade de Santiago de Compostela) 10. Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha (Universidade do Porto) 11. Professora Doutora Maria Cristina Almeida e Cunha Alegre (Universidade do Porto) 12. Professora Doutora Maria de Lurdes dos Anjos Craveiro (Universidade de Coimbra) 13. Professor Doutor, Catedrático, Pedro Dias (Universidade de Coimbra) 14. Professor Doutor Rui Humberto Costa de Fernandes Póvoas (Universidade do Porto) 15. Doutora Susana Matos Abreu (CEAU – Universidade do Porto) Da Comissão Executiva fez parte o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, o Professor Doutor Juan Manuel Monterroso Montero, o Dr. José António Salazar da Silveira Ribeiro e a Drª Sofia Nunes Vechina. A Jornada contou ainda com o secretariado do CITCEM, na pessoa da Drª Marlene Cruz. No decorrer do evento houve, pela primeira vez, direito a um coffee break de manhã e outro de tarde, gentileza do CITCEM, conseguida pela sua coordenadora, a Professora Doutora Cristina Cunha. O encontro começou no dia 18 de maio, no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com uma sessão de abertura presidida pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, coordenador do projeto, na qual se ouviram algumas palavras do Professor Doutor Juan Manuel Monterroso Montero, da Universidade de Santiago de Compostela; do Professor Doutor Rui Póvoas, do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto; e o Professor Doutor Luís Alberto Marques Alves, coordenador do grupo de investigação Memória, Património e Construção de Identidades do CITCEM; e da Professora Doutora Fernanda Ribeiro, diretora da FLUP. De seguida, na mesma sala, iniciaram-se os trabalhos com duas comunicações de abertura:
Oración y Secreto. Aproximación a la concepción espacial de la chirola en Galicia, de Juan Manuel Monterroso Montero (Professor da Faculdade de geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela/Investigador do IACOBUS)
Palimpsestos Arquiteturais, de José César Vasconcelos Quintão (Professor Jubilado e Emérito da FAUP/Investigador do CEAU)
Depois de uma pequena pausa para o coffee break a primeira sessão contou com a explanação dos seguintes temas:
Do comprometimento dos espaços de habitar monásticos: românico e restauro sob o Estado Novo, de Maria Leonor César Machado de Sousa Botelho (Professora da FLUP /Investigadora do CITCEM)
O Lugar no Habitar Conventual ou a Fortuna dos Conventos: Ramos Franciscanos na Cidade do Porto e destino após a extinção, de Maria José Casanova (Professora da FAUP / Investigadora do CEAU)
El Cinturón de Incienso: Arquitectura Religiosa en Salamanca en el Siglo XX, de Sara Núñez Izquierdo (Professora da faculdade de Geografia e História da Universidade de Salamanca)
A retórica das artes nos conventos femininos da Arquidiocese de Braga e o mecenato de D. Rodrigo de Moura Teles, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha (Professor da FLUP /Investigador do CITCEM)
Depois do intervalo para almoço, no Anfiteatro Nobre da FLUP, ocorreu a segunda sessão, que contou com o seguinte painel temático:
Os Mosteiros/Conventos das Ilhas Atlânticas: o caso de Santa Clara do Funchal, na Ilha da Madeira, de Rui Carita (Professor Catedrático aposentado da Universidade da Madeira)
Célula e conjunto, privado e público, função e expressão: a arquitetura crúzia entre o renascimento e o maneirismo, de Ilídio Jorge Silva (Professor da Universidade Fernando Pessoa)
Os Conventos femininos de Guimarães nos séculos XVII e XVIII. Mecenas, obras e artistas, de António José de Oliveira (Investigador CITCEM)
Duas comunidades beneditinas femininas em Viana do castelo: duas interpretações artísticas, de Isabel Maria Ribeiro Tavares de Pinho (Doutora em História da Arte Portuguesa)
Encerraram-se os trabalhos com um concerto do Estúdio de Ópera do Conservatório Superior de Música de Gaia, com excertos de óperas de Mozart e Verdi. De seguida realizou-se o coffee break. No dia 19, no Anfiteatro 2, a primeira sessão do dia contou com os seguintes temas:
Los monasterios benedictinos en la Edad Moderna: un ejemplo paradigmático de arquitectura funcional, de Ana E. Goy Diz (Professora da Fcauldade de Geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela / Investigadora do IACOBUS)
«L’arbor dell’Ordine» da igreja de São João Novo do Porto: história de um percurso, de Ana Rita Pontes (Mestre em História da Arte Portuguesa)
Soluções artísticas adotadas pelos monges de S. Bento no Brasil (sécs. XVI-XVIII), de José Manuel Tedim (Professor da Universidade Portucalense)
Após o intervalo para o coffee break, e tendo sido solicitado pelo Professor Doutor Pedro Dias que a sua comunicação se realiza-se nesta sessão, a ordem de trabalhos foi a seguinte:
Arquitetura da água no Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Bustelo (sécs. XVII e XVIII), de Diogo Emanuel Pacheco Teixeira (Doutorando em História da Arte na FLUP)
Alfaias de Culto nos conventos de Goa, de Nuno Vassalo e Silva (Diretor-adjunto do Museu Calouste Gulbenkian)
Espaços Monásticos e Conventuais em Macau, de Pedro Dias (Professor Catedrático aposentado da Universidade de Coimbra)
Feito um intervalo para o almoço, os trabalhos retomaram no Anfiteatro Nobre, com as seguintes comunicações:
Imprimis mando corpus meum sepeliri in Monasterio Alcubaciae. Vida monástica e memória régia, de Lúcia Maria Cardoso Rosas (Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
La arquitectura cisterciense a través del ejemplo del monasterio de Melón. Ejemplos, formas y relaciones, de Begoña Fernandéz Rodríguez (Professora da Faculdade de Geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela / Investigadora do IACOBUS)
O Paradisium Claustralis do Mosteiro Cisterciense de Nossa Senhora da Assunção de tabosa, de Ana Cristina Sousa (Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto / Investigadora do CITCEM)
En busca de la soledad. Las casas franciscanas en el medio rural de Galicia, de José M. García Iglesias (Professor Catedrático da Faculdade de Geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela / Investigador do IACOBUS)
Após o coffee break retomaram-se os trabalhos com uma Mesa Redonda, de homenagem ao Professor Doutor Geraldo Coelho Dias (religioso da Ordem de S. Bento, que tem uma vasta obra sobre os beneditinos em Portugal), na qual participaram conceituados investigadores de História da Arte e de Arquitetura, todos eles docentes universitários. A Mesa redonda foi organizada e idealizada pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, com o intuito de discutir o tema Os Mosteiros e Conventos: perspetivas de investigaçãoe elaborar posteriormente um documento base que sirva como ponto de reflexão para novas abordagens científicas. O debate foi moderado pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, Professor Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e contou com a participação do Professor Doutor Pedro Dias, Professor Catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; da Professora Doutora Lúcia Maria Cardoso Rosas, Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; do Professor Doutor Juan Manuel Monterroso Montero, Professor Titular da Faculdade de Geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela; da Professora Doutora Maria de Lurdes dos Anjos Craveiro, Professora Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; e do Professor Doutor José César Vasconcelos Quintão, Professor Emérito Jubilado da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. No dia 21 de manhã os trabalhos iniciaram-se com as seguintes palestras:
Do mosteiro pro-fílmico ao convento cinematográfico. As Mulheres da Beira (1923) de Rino Lupo, de Hugo Barreira (Assistente Convidado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
O refeitório nos mosteiros da Congregação de São Bento de Portugal: formas e funções, de Eva Sofia Trindade Dias (Doutoranda de História da Arte na FLUP)
Após o costumado intervalo para o coffee break, seguiram-se as últimas comunicações da jornada:
Espaços públicos e privados numa comunidade de Cónegos regrantes de santo Agostinho. O caso do Mosteiro de Grijó, de Celso Francisco dos Santos (Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
Bom Jesus de Valverde, Évora. Imaginário de pedraria – Espaçar, Habitar, de Marta Maria Peters Arriscado Oliveira (Professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto)
De seguida foi feita a sessão de encerramento, com o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha a presidir a mesa, o Professor Doutor José César Vasconcelos Quintão em representação da Comissão Científica e do CEAU e a Professora Doutora Maria de Lurdes dos Anjos Craveiro em representação da Universidade de Coimbra. Após o intervalo para almoço, da parte da tarde foi feita uma visita de estudo à igreja do Mosteiro de S. Bento da Vitória. Primeiramente fomos recebidos por um concerto de encerramento da jornada, a cargo da Orquestra de Guitarras da Fundação Conservatório Regional de Gaia, com obras de G. F. Haendel, Adrien Leroy e T. Arbeau. De seguida o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha procedeu à visita guiada, contando com alguns apontamentos do Professor Doutor Geraldo Coelho Dias.
5ª Jornada de História da Arquitetura Portuguesa | 2016 A Casa. Formas de (e para) habitar.
Na sequência do excelente feedback obtido nas quatro edições anteriores, a 5ª Jornada de História da Arquitetura Portuguesa, com coordenação do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, realizou-se nos dias 20 e 21 de maio de 2016 e esteve vinculada ao tema A Casa. Formas de (e para) habitar. O encontro começou no dia 20 de maio, na sala verde da Casa da Prelada, com uma sessão de abertura presidida pela Professora Doutora Fernanda Ribeiro, diretora da FLUP, na qual se ouviram algumas palavras do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, coordenador do projeto; do Professor Doutor Francisco Ribeiro da Silva, Mesário da Área da Cultura da SCMP; da Professora Doutora Lúcia Rosas, Diretora do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da FLUP e Catedrática de História da Arte; e do Professor Doutor Juan Manuel Monterroso Montero, da Universidade de Santiago de Compostela. De seguida, na mesma sala, realizou-se a primeira de três sessões intituladas A Casa: formas, artistas e modos de habitar. A primeira sessão contou com a explanação dos seguintes temas:
Tipologias do habitar, de José César Vasconcelos Quintão (Professor Jubilado e Emérito da FAUP/Investigador CEAU)
Formas e modos de habitar Casas e Quintas: o aparato, o lúdico e o religioso, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha (Professor da FLUP /Investigador CITCEM)
O abastecimento de água na cidade do Porto nos séc(s) XVII e XVIII: aquedutos, fontes e chafarizes, de Diogo Emanuel Pacheco Teixeira (Mestre em História da Arte pela FLUP)
Casas da aristocracia em Lisboa no século XVII-XVIII: quotidiano(s) em família, de Augusto Moutinho Borges (Investigador do CLEPUL – Universidade de Lisboa)
A parte da manhã terminou com uma visita de estudo à Casa da Prelada dirigida por José António Ferreira e Silva. Depois do intervalo para almoço, no Anfiteatro 2 da FLUP, ocorreu a segunda sessão, que contou com o seguinte painel temático:
Espacio y arquitectura. Una poética del espacio aplicada a la arquitectura pacega, de Juan Manuel Monterroso Montero (Professor da Universidade de Santiago de Compostela /Coordenador do Grupo Innovación IACOBUS, GI-1907)
“Casa-grande”: As habitações senhoriais pernambucanas do século XIX no contexto económico açucareiro, de Rafael Ferreira da Costa (Mestrando em História da Arte na FLUP)
O Solar de Bertiandos: Uma casa nobre limiana, de Silvana Raquel Vieira de Sousa (Mestranda em História da Arte/FLUP)
A “Casa Portuguesa” na arquitetura habitacional do Porto na primeira metade do século XX, de Nuno Paulo Soares Ferreira (Doutorando em História da Arte na FLUP/ Investigador CITCEM/ Bolseiro da FCT)
Feito um pequeno intervalo para café, os trabalhos retomaram com as seguintes comunicações, de mestrandos em História da Arte na FLUP:
Entre a cidade e o campo – Habitações e modos de habitar da Nobreza, de Daniel Madureira
A Casa Nobre no Douro (Estudo de caso: Sabrosa), de Ana Moreira e Inês Bandeira
Palácio do Freixo: um marco da arquitetura portuense do século XVIII ao século XXI, de Liliana Fortuna Duarte
No dia 21 de manhã os trabalhos da terceira e última sessão iniciaram-se com as seguintes palestras:
Intercambios, influencias y presencias de los maestros portugueses en la arquitectura gallega entre el Tardogótico y el Renacimiento, de Ana Goy Diz (Professora da Universidade de Santiago de Compostela /Investigadora do Grupo Innovación IACOBUS, GI-1907)
A habitação urbana na época moderna: morfologias e formas de habitar. A rua Direita de Viseu como caso de estudo, de Liliana Andrade de Matos e Castilho (Professora no Instituto Politécnico de Viseu/Investigadora CITCEM)
A casa nobre no concelho de Ponte de Lima: estruturas, vivências e estratégias de afirmação, de Maria Amélia Paiva (Doutoranda em História da Arte na FLUP)
Após um pequeno intervalo para o café, retomaram-se os trabalhos da terceira sessão, com as seguintes comunicações:
Reflexiones sobre la vivienda burguesa en la Barcelona de 1900 a través de los programas decorativos de las fachadas, de María Victória Alvarez (Professora da Universidade de Salamanca)
Modos e Formas de Habitar numa Vila Balnear, de Gustavo Duarte Vasconcelos (Mestrando em História da Arte na FLUP)
Viana de Lima/ David Moreira da Silva - dois projetos para habitar um lugar da cidade, de Maria do Carmo Pires (Doutora em História da Arte pela FLUP)
De seguida foi feita a sessão de encerramento, com o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha a presidir a mesa, o Professor Doutor José César Vasconcelos Quintão em representação da Comissão Científica e do CEAU e a Professora Doutora Ana Goy Diz em representação da Universidade de Santiago de Compostela. Após o intervalo para almoço, da parte da tarde foi feita uma visita de estudo à Quinta de Bonjóia, onde fomos recebidos pela Engª Raquel Castello-Branco, Diretora do Departamento Municipal de Desenvolvimento Social da Câmara Municipal do Porto. Os interessados ocorreram com grande afluência, sendo necessário fechar as inscrições com 66 pessoas e recusando todos os que se pretenderam inscrever posteriormente.
4ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal | 2015 Arquitetura Pública
No passado dia 16 de maio de 2015 realizou-se, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com coordenação científica e organização do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, a 4ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal. O encontro contou com cinco palestras e uma visita de estudo. De manhã, a jornada abriu com uma breve apresentação feita pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha e, realizaram-se as palestras. A primeira comunicação foi da responsabilidade do Mestre Nuno Paulo Soares Ferreira (FCT/CITCEM) que falou sobre As Praças na Cidade do Porto entre a ação da Junta de Obras Publicas e o Plano Regulador de 1952. A segunda palestra, dirigida pelo Doutor António José de Oliveira (CITCEM), apresentou A arquitetura pública em Guimarães nos séculos XVII-XVIII, enquanto a terceira palestra, da autoria da Professora Doutora Margarida Tavares da Conceição (FCSH-UNL/UAL), mostrou A fortificação no contexto da cultura arquitetónica portuguesa (séculos XVI-XVIII), e a quarta comunicação, da Doutora Lília Paula Teixeira Ribeiro (CEPESE), expôs o Hospital de Santo António: do projeto à obra. O ciclo de palestras culminou com a intervenção do Professor Doutor Augusto Moutinho Borges (CLEPUL) sobre a Hospitalidade e a Arte de Curar em Portugal, século XII-XX. Das Enfermarias ao Hospital – componentes arquitetónicos e espaciais. Em suma, estas abordagens permitiram uma leitura abrangente da arquitetura pública na Época Moderna, contribuindo para uma melhor definição do conceito de arquitetura pública e demonstrando cientificamente a importância da função na estrutura arquitetónica adotada e como estes edifícios se impõem na paisagem urbana. Estas intervenções facilitaram a compreensão dos edifícios visitados, posteriormente, na Foz do Douro. De tarde, a visita de estudo foi dirigida pelo Mestre Rúben Gomes Ribeiro (CITCEM), às Fortificações do Porto, iniciando a visita no Forte de São João Baptista e concluindo-a no Forte de São Francisco Xavier. Os interessados ocorreram com grande afluência, inscrevendo-se 54 pessoas, na sua maioria alunos dos três ciclos de História da Arte (FLUP), para além de outros alunos e professores da Universidade do Porto e pessoas provenientes de diversas instituições regionais e nacionais. Os participantes manifestaram oralmente o seu agrado pela iniciativa, havendo uma única observação, a dificuldade de perceberem a localização do anfiteatro nobre. Os inscritos que tinham frequentado as edições anteriores, manifestaram grande contentamento pela realização da Jornada num anfiteatro, sugestão feita na 3ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal.
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 2015
No passado sábado, dia 18 de abril, celebrou-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, sob o tema Conhecer, Explorar, Partilhar. A Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, contando com diversos parceiros (Paróquia de Arouca; Santa Casa da Misericórdia; Câmara Municipal de Arouca; Escola de Música da Banda Musical de Arouca; Coro de Câmara de São João da Madeira; Departamento de Ciências e Técnicas do Património - Faculdade de Letras/Universidade do Porto; Direção Geral do Património Cultural), associou-se a estas comemorações, pelo segundo ano consecutivo, contando com a coordenação científica do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha e a colaboração do Dr. Ivo Brandão. A iniciativa decorreu ao longo da manhã no Mosteiro de Santa Maria de Arouca (Monumento Nacional desde 1910), onde o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha deu a conhecer, aos participantes, a história da extinta unidade monástica cisterciense e revelou o significado e função das formas arquitetónicas e artísticas da igreja conventual, culminando esta atividade com um concerto de Órgão Ibérico pelas mãos do organista titular, Nicolas Roger, interpretando peças do século XVII e XVIII. Da parte da tarde o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, procedeu à visita explicativa dos restantes espaços conventuais, sendo acompanhado por músicos e alunos da Banda Musical de Arouca, que no claustro, na cozinha e na sala do capítulo deram vida ao mosteiro através da música, contribuindo indelevelmente para sentir o espaço arquitetónico e as vivências de séculos nele encerradas. De seguida os participantes foram convidados a conhecer a Capela da Misericórdia (Imóvel de Interesse Público desde 1959), onde após algumas explicações de História da Arte, feitas pela Drª Sofia Vechina, Magda Brandão deu voz ao lamento de Verónica, numa clara alusão à secular procissão dos Fogaréus. O encerramento fez-se no coro do Mosteiro de Arouca, numa ação denominada “Dialogo das Artes – uma experiência sensorial”, com a explicação iconográfica e artística desse espaço, feita pelo Dr. Carlos Brito, seguida de concerto de Órgão Ibérico (Nicolas Roger) e voz (Coro de Câmara de São João da Madeira). A iniciativa pretendeu sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do legado artístico, bem como para o esforço envolvido na sua proteção e valorização e contou com a participação de pessoas provenientes de Alcobaça, Arouca, Aveiro, Castelo de Paiva, Porto, etc.
3ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal | 2014 Cenários Urbanos _ A fachada
Realizou-se no dia 29 de novembro de 2014, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com coordenação científica do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, a 3ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal. O encontro contou com cinco palestras e uma visita de estudo. De manhã realizaram-se as palestras, sendo a primeira dirigida pelo Professor Doutor José César Vasconcelos Quintão (FAUP) que introduziu o tema debruçando-se sobre a Fachada: nascimento e metamorfoses – sistemas construtivos básicos e respetivos códigos linguísticos, num percurso entre o civil e o religioso, os primórdios e a atualidade, nacional e internacional. A segunda palestra, da responsabilidade da Professora Doutora Liliana Andrade de Matos e Castilho (ESEV/CITCEM), apresentou Os Edifícios Religiosos e a Definição do Espaço Público, incidindo na realidade Viseense, enquanto a terceira palestra, da autoria do Doutor António José de Oliveira (CEPESE), mostrou As Fachadas dos Edifícios Religiosos de Guimarães no Espaço Urbano (sécs. XVI-XVIII), e a quarta comunicação, da Mestre Sofia Nunes Vechina (FLUP-FCT/CITCEM), expôs a Caracterização Tipológica das Fachadas das Igrejas Paroquiais da Antiga Comarca da Feira (sécs. XVI-XX). O ciclo de palestras culminou com a intervenção do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha (FLUP/CITCEM) sobreFachadas-retábulo na Arquitetura Religiosa de Entre Douro e Minho: formas e artistas. Em suma, estas abordagens permitiram uma leitura abrangente da fachada na arquitetura civil e religiosa da Época Moderna à Época Contemporânea, demonstrando cientificamente a importância do frontispício no cenário urbano e o seu reflexo na estrutura arquitetónica adotada. Estas intervenções facilitaram a compreensão dos edifícios visitados, posteriormente, na baixa do Porto. De tarde, a visita de estudo iniciou-se no Colégio de São Lourenço, com a participação de duas alunas de História da Arte (Ana Sofia Oliveira da Silva Ramos – 2º ciclo – e Adriana Patrícia Pereira Gomes – 1º ciclo), teve continuidade na Igreja da Misericórdia do Porto, visita dirigida pelo Dr. José António Silva (SCMP), e culminou no frontispício da Igreja dos Clérigos, com o Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha (FLUP/CITCEM).
2ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal | 2014 Casa Nobre
Realizou-se no dia 31 de maio de 2014, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com coordenação científica do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, a 2ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal. O encontro contou com quatro palestras e uma visita de estudo. De manhã realizaram-se as palestras, sendo a primeira dirigida pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha que introduziu o tema da arquitetura civil debruçando-se sobre os Palácios e Casas Nobres no Porto, assunto que serviu de ponto de partida para as comunicações subsequentes. A segunda palestra, da responsabilidade da Professora Doutora Liliana Castilho, apresentou A Habitação na Época Moderna, incidindo nos modos de habitar encontrados documentalmente em Viseu, enquanto a terceira palestra, da autoria do Doutor António José de Oliveira, mostrou A Arquitetura Civil Pública e Privada de Guimarães nos Séculos XVII e XVIII. O ciclo de palestras culminou com a intervenção da Doutora Diana Santos sobre O Azulejo na Arquitetura Civil Portuguesa do século XVI ao século XVIII. Em suma, estas abordagens permitiram uma leitura abrangente da arquitetura civil pública e privada na Época Moderna, demonstrando cientificamente a vivência dos vários espaços, quer na habitação de elite quer na habitação comum, e o seu reflexo nas formas arquitetónicas. Estas intervenções facilitaram a compreensão dos edifícios visitados, posteriormente, na baixa do Porto. De tarde, a visita de estudo efetuada pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha com algumas intervenções da Arquiteta Cláudia Cunha, iniciou-se no terreiro da Sé do Porto, descendo do Largo do Colégio de São Lourenço para a Rua das Flores e culminando em São João-o-Novo, encerrando desta forma a jornada.
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 2014
Nos dias 12, 13 e 15 de abril, o Mosteiro de Santa Maria de Arouca (Monumento Nacional desde 1910) e a Capela da Misericórdia (Imóvel de Interesse Público desde 1959) comemoraram o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, sob o tema Lugares de Memória. A iniciativa, coordenada cientificamente pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, com colaboração do Dr. Ivo Brandão, pretendeu sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do legado artístico, bem como para o esforço envolvido na sua proteção e valorização e contou com cerca de 150 participantes, provenientes de Arouca, Aveiro, Castelo de Paiva, Lisboa, Penafiel, Porto e Viana do Castelo. As comemorações iniciaram-se no Mosteiro de Santa Maria de Arouca, durante os dias 12 e 13, com duas visitas explicativas, onde Manuel Joaquim Moreira da Rocha deu a conhecer de forma mais aprofundada a história artística do Monumento Nacional, abrindo espaço para diversos momentos musicais, dos quais se destaca, no sábado, o concerto de Órgão Ibérico por Nicolas Roge e, no domingo, a participação do Coro de Câmara de São João da Madeira. O encerramento deu-se, no dia 15, na Capela da Misericórdia de Arouca, com uma visita explicativa, seguida de um concerto de órgão e voz pelos arouquenses Ivo Brandão e Magda Brandão.
1ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal | 2013 Prática Arquitetónica
Realizou-se no dia 16 de novembro de 2013, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com coordenação científica do Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, a 1ª Jornada de História da Arquitetura em Portugal. O encontro contou com duas palestras e uma visita de estudo. De manhã realizaram-se duas palestras, sendo a primeira dirigida pela Professora Doutora Susana Matos Abreu, que debruçando-se sobre a prática da arquitetura no século XVI em Portugal apresentou como caso de estudo o Mosteiro da Serra do Pilar. A segunda conduzida pelo Professor Doutor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, deu continuidade à comunicação anterior expondo a prática da arquitetura nos séculos XVII e XVIII em Portugal, culminando com o Mosteiro de Santa Maria de Arouca como caso de estudo e obra de reflexão sobre a evolução da arquitetura do século XVI ao XVIII. De tarde, a visita de estudo, iniciou-se no Mosteiro da Serra do Pilar (com acesso a zonas fechadas ao público), passando pelo largo da Sé do Porto, em direção ao Colégio de São Lourenço e culminando na Igreja dos Clérigos, fechando deste modo o ciclo de estudo proposto.